"Inesquecível" regressa à SIC. Falámos com a protagonista
D.R.
Atriz Poppy Montgomery dá vida à detetive Carrie
Márcia Gurgel
15.JUL.2015

Segunda temporada da série protagonizada por Poppy Montgomery estreia-se esta quarta-feira. Recorde a entrevista publicada na Notícias TV.

Como seria a nossa vida se tivéssemos uma memória tão perfeita a ponto de qualquer lugar, qualquer conversa, qualquer momento de alegria ou qualquer desgosto ficasse para sempre visualmente gravado na mente? Este é o dilema de Carrie Wells, protagonista da série Inesquecível e cuja segunda temporada arranca esta quarta-feira na SIC.

Na segunda temporada desta série, que é também exibida no canal AXN, Carrie continua em busca daquele que é o único episódio que a sua memória não consegue recuperar: o rosto do assassino da sua irmã. Mas existem algumas diferenças entre esta e a primeira temporada. "Esta é mais leve, divertida e romântica do que a primeira temporada, que era mais pesada. A Carrie está mais positiva, quer fazer as pazes com o seu passado e seguir em frente", explica Poppy Montgomery.

Nesta nova temporada, Carrie vai reencontrar Al (Dylan Walsh), ex-namorado e detetive da Polícia de Nova Iorque que promete ajudá-la a encontrar o assassino da irmã. Inesquecível vai contar ainda com novos casos e uma nova equipa, com a mesma habilidade para resolver os mais estranhos casos de polícia, desta vez no departamento de polícia de Manhattan.

Uma das características que diferenciam esta de outras séries policiais é precisamente o distúrbio mental da protagonista, conhecido como hipertimesia ou síndrome da supermemória, que se traduz, tal como o nome indica, numa elevada memória biográfica. Além de ter visto documentários e de ter lido informação sobre este distúrbio, Poppy contou ainda com a preciosa ajuda da atriz Marilu Henner, que também tem hipertimesia. "Ela ajudou-me muito, falou comigo sobre a sua experiência pessoal e como se sente por ter esta condição", revela.

Inesquecível é um thriller policial produzido pela Sony Television Studios em associação com a CBS Television Studios. Curiosamente, no final da primeira temporada foi anunciado que não haveria uma segunda, pois esta tinha sido cancelada. Entretanto, Poppy Montgomery engravidou da segunda filha, Violet, e pouco depois recebeu a notícia inesperada de que, afinal, Inesquecível ia con tinuar. "Sinceramente, ao início pensei que fosse uma piada. Nunca ouvi falar de uma série que tenha sido descancelada. Mas é claro que fiquei muito feliz", sublinha.

Numa altura em que existe uma grande oferta de séries policiais, tais como CSI , Investigação Criminal, Mentes Criminosas ou Ossos , o que diferencia Inesquecível das demais? Além da condição mental da protagonista, Poppy Montgomery salienta o facto de esta ter um lado mais emocional. "Acho que esta é muito mais do que uma série de ação. Acaba por ser um programa híbrido, uma vez que não tem apenas a componente policial. Existe uma história emocional, há romance e comédia principalmente nesta segunda temporada, o que, neste tipo de séries, não é muito comum", argumenta.

A popularidade das séries policiais é, de resto, algo que nunca se esgotou televisivamente. Na década de 1980 houve vários sucessos televisivos como Crime, Disse Ela , Balada de Hill Street ou Miami Vice. Para a atriz australiana o sucesso deste tipo de formatos está relacionado com o facto de "os espectadores gostarem de resolver mistérios". "Este tipo de séries fazem que os espectadores usem a sua cabeça para perceber quem matou quem, é quase como um jogo. E isso é estimulante", considera.

Poppy Montgomery teve uma grande escola antes de dar vida à detetive policial Carrie em Inesquecível . Foi na série Sem Rasto, que se centrava numa equipa do FBI especializada em pessoas desaparecidas, que a atriz conheceu o estrelato ao dar vida a Samantha Spade. Uma aprendizagem que guarda até hoje. "Aprendi a segurar numa arma [ risos ]. Aprendi sobretudo a representar em televisão, afinal de contas foram sete anos a gravar a série. Aprendi muito sobre esta linguagem policial e isso ajudou-me bastante nesta nova série", destaca.

Questionada se prefere televisão ou cinema, Poppy Montgomery responde sem qualquer hesitação: "Prefiro televisão, estamos na idade do ouro da televisão." E, em se guida, justifica a sua preferência. "Existe uma grande variedade de programas na televisão, podemos aperfeiçoar o nosso trabalho porque existe uma continuidade. O cinema limita o nosso trabalho a uma ou duas horas. Além disso, é um meio acessível a muito mais público do que o cinema", vinca.

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